Princesa da Noruega enfrenta fibrose pulmonar e aguarda transplante

A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, foi colocada na lista de espera para transplante de pulmão devido a um agravamento de sua saúde. A condição, chamada fibrose pulmonar, a afeta desde 2018 e é considerada grave.
Princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit — Foto: Princesa herdeira da Noruega,
Princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit — Foto: Princesa herdeira da Noruega,

Recentemente, a saúde da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, tornou-se foco de atenção ao ser anunciada sua inclusão em uma lista de espera para transplante de pulmão. A decisão foi tomada após um agravamento significativo em seu estado clínico nos últimos seis meses. Mette-Marit, que tem 52 anos, vive com uma forma rara de fibrose pulmonar desde 2018.

A fibrose pulmonar é uma das principais doenças intersticiais pulmonares. Essa condição crônica, que não é causada por infecções, afeta exclusivamente os pulmões, substituindo o tecido saudável por tecido fibroso, resultando em cicatrização. Esse processo compromete a capacidade do pulmão de realizar trocas gasosas, dificultando a oxigenação do sangue.

A progressão da fibrose pulmonar pode variar amplamente entre os pacientes. Enquanto alguns podem experimentar um avanço lento da doença ao longo de anos, outros podem apresentar um declínio rápido em poucos meses. Na maioria dos casos, a evolução é contínua e fatal, com uma expectativa de vida média de dois a quatro anos após o diagnóstico, embora novos tratamentos estejam sendo desenvolvidos para prolongar esse prazo.

Os sintomas mais comuns da fibrose pulmonar incluem falta de ar que piora com o tempo, tosse seca persistente por mais de seis meses, fadiga e, em estágios mais avançados, coloração azulada nas extremidades devido à baixa oxigenação. A condição também pode causar episódios conhecidos como “exacerbações agudas”, que são períodos de piora súbita dos sintomas, muitas vezes exigindo suplementação de oxigênio.

O diagnóstico da fibrose pulmonar é feito com base em exames clínicos, testes de função pulmonar e tomografias de alta resolução. Em casos onde a avaliação não é conclusiva, uma biópsia pulmonar cirúrgica pode ser necessária. Atualmente, não há cura para a doença, e o tratamento visa retardar sua progressão, utilizando medicamentos de alto custo, como nintedanibe e pirfenidona.

Além de mudanças no estilo de vida e suporte com oxigênio, pacientes em condições específicas podem ser considerados para transplante de pulmão, como é o caso da princesa herdeira da Noruega.