Nesta quinta-feira (9/7), a Polícia Federal (PF) deu continuidade à operação Compliance Zero, que investiga o Caso Master, tendo como principal alvo o publicitário Thiago Miranda. Os endereços de Miranda em Brasília foram alvo de buscas e apreensões, ação que se destacou pelo horário em que foi realizada.
Diferentemente do habitual, onde tais operações costumam ocorrer nas primeiras horas do dia, a PF optou por cumprir o mandado de busca no período da tarde. Essa mudança de estratégia chamou a atenção e gerou questionamentos sobre os motivos dessa escolha.
As buscas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, que atua como relator do Caso Master no STF. A decisão foi comunicada à Polícia Federal na noite anterior, quarta-feira (8/7), logo após o magistrado assinar o despacho. Essa rapidez na autorização demonstra a agilidade do processo judicial em relação a este caso.
Fontes da PF indicam que a decisão de realizar a operação à tarde partiu da própria corporação. A equipe de policiais que elaborou a estratégia acredita que essa abordagem seria “mais exitosa” para o cumprimento do mandado contra o publicitário.
Embora o horário da operação seja considerado incomum, ele está em conformidade com a legislação, que permite a realização de operações policiais de busca e apreensão em domicílios durante todo o dia, especificamente entre 5h e 21h.