A Polícia Federal (PF) está realizando uma triagem no conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, antes de encaminhar as informações à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A medida segue uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que restringiu o compartilhamento de provas relacionadas às operações de crédito consignado, tema central da investigação.
O material a ser analisado por parlamentares inclui, entre outros documentos, um contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Esse contrato previa o pagamento de aproximadamente R$ 130 milhões em três anos para a defesa dos interesses do banco junto a órgãos como o Banco Central e a Receita Federal.
A liberação das provas representa uma mudança na condução do caso, já que anteriormente o ministro Dias Toffoli havia barrado o compartilhamento e determinado que o material fosse armazenado no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entanto, Toffoli deixou a relatoria das investigações após a PF apresentar um relatório de 200 páginas, apontando conexões entre ele e Vorcaro.
A demora no envio dos dados técnicos gerou críticas de membros da CPMI, como a senadora Damares Alves, especialmente devido à proximidade das eleições. O presidente da comissão, Carlos Viana, informou que o acesso será liberado a todos os parlamentares, uma vez que o material será filtrado apenas com informações pertinentes ao crédito consignado, evitando a necessidade de uma