PL propõe emenda para jornada 4×3 e provoca oposição na Câmara dos Deputados

A bancada do PL na Câmara dos Deputados apresentará emenda para a jornada de trabalho 4×3, desafiando partidos de esquerda a se unirem à proposta. A votação está marcada para quarta-feira (27).
Deputados Sóstenes Cavalcante — Foto: Deputados Sóstenes Cavalcante Foto: reprod
Deputados Sóstenes Cavalcante — Foto: Deputados Sóstenes Cavalcante Foto: reprod

A bancada do PL na Câmara dos Deputados intensificou a discussão sobre a jornada de trabalho ao anunciar a apresentação de uma emenda que propõe a escala 4×3, que consiste em quatro dias de trabalho seguidos por três de descanso. Essa decisão surge em meio ao debate em torno da redução da carga horária, com a votação agendada para quarta-feira (27).

O anúncio foi feito por Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, durante uma reunião com os membros do partido. A estratégia visa garantir que a comissão especial analise a proposta da jornada 4×3 antes de deliberar sobre a escala 5×2, que foi elaborada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PL defende que a nova legislação trabalhista entre em vigor imediatamente, permitindo que os trabalhadores tenham uma carga semanal de apenas quatro dias.

Em seu pronunciamento, Cavalcante fez um apelo aos partidos de esquerda, como PT e PSOL, para que votem a favor da emenda, ressaltando que a oposição quer verificar se a base governista apoia uma redução de jornada mais radical. Ele criticou o governo, afirmando que a decisão do PL reflete um compromisso com o trabalhador, que deve ter mais tempo para descansar e estar com a família.

A apresentação da emenda acontece em um momento delicado na comissão especial que analisa a jornada de trabalho, onde, logo antes do anúncio, o deputado Marcon solicitou vista do relatório final elaborado pelo relator Leo Prates. A votação do texto que busca o fim da jornada 6×1 estava programada para esta semana.

Com a introdução do destaque de preferência, o PL busca ampliar o debate sobre o tema e pressionar o governo e seus aliados, transformando a discussão sobre a jornada de trabalho em um campo de confrontação política entre oposição e situação.