Petrobras anuncia aumento de R$ 0,48 na gasolina com impacto reduzido ao consumidor

A Petrobras implementará um reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina a partir de 29 de maio, mas o impacto final para os consumidores será atenuado por um desconto tributário de 44 centavos. O preço médio nas distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61, refletindo um aumento de apenas 4 centavos, enquanto o consumidor poderá ver um acréscimo máximo de 3 centavos por litro ao abastecer.
Foto: A estatal lembra que este valor é 27,6% menor do que o preço praticado ao
Foto: A estatal lembra que este valor é 27,6% menor do que o preço praticado ao

A partir desta sexta-feira, 29 de maio, a Petrobras promoverá um aumento de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina destinada às distribuidoras. O comunicado sobre essa alteração foi divulgado pela estatal em um documento enviado ao mercado na quinta-feira, 28.

Para minimizar o impacto do reajuste, a Petrobras anunciou um desconto de 44 centavos por litro, conforme o valor estabelecido pelo Ministério da Fazenda. Esse abatimento é relacionado aos tributos federais, como PIS, Cofins e CIDE, que incidem sobre o preço de venda praticado pelos produtores e importadores de combustíveis.

Com a aplicação desse desconto, o efeito real do aumento para as distribuidoras e, consequentemente, para os consumidores que abastecem nos postos, será consideravelmente reduzido. Na prática, o preço médio da gasolina A cobrado das distribuidoras subirá de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, resultando em um incremento efetivo de apenas 4 centavos.

Ao considerar a composição da gasolina vendida nos postos, que é composta por 70% de gasolina pura e 30% de etanol anidro, o impacto para o consumidor final será ainda mais sutil. A parcela da Petrobras no preço ao consumidor aumentará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que representa um aumento máximo de 3 centavos em cada litro abastecido.

A Petrobras também ressaltou que, mesmo com este reajuste, o valor atual da gasolina é 27,6% inferior ao preço praticado no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa comparação foi feita para contextualizar o cenário atual de preços e reafirmar que a política de precificação continua em um patamar mais acessível se comparado ao período anterior.