A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) é rejeitada por 74% dos eleitores brasileiros em sua função como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, segundo pesquisa do PoderData. Apenas 12% dos entrevistados mostram apoio à sua escolha, enquanto 14% não opinaram. A deputada, eleita em 11 de março, é a primeira congressista transgênero a liderar a comissão na história do Congresso Nacional.
A pesquisa revela uma discordância significativa entre diferentes grupos demográficos. Entre os homens, 76% não concordam com a escolha de Erika, e entre as mulheres, o índice de discordância é de 72%. A rejeição se estende por todas as faixas etárias, variando de 71% entre jovens de 16 a 24 anos a 75% entre pessoas de 25 a 44 anos e aqueles com 60 anos ou mais.
Regionalmente, a maior rejeição é observada no Sul, com 81%, e no Centro-Oeste, com 79%. Entre aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos, a rejeição é de 81%. O levantamento também mostra que, entre os que aprovam o governo federal, 74% discordam da escolha de Erika, enquanto entre os que desaprovam, o índice é o mesmo.
A eleição de Erika Hilton gerou polêmica, resultando em críticas de parlamentares e na apresentação de recursos contra sua escolha. A deputada respondeu às críticas, afirmando que desconsidera a opinião de transfóbicos. Além disso, partidos como Novo e Missão protocolaram representações contra Erika no Conselho de Ética, o que pode levar à cassação de seu mandato. A pesquisa foi realizada com 2,5 mil pessoas em 132 municípios das 27 unidades da Federação, com margem de erro de dois pontos porcentuais.