Partido Novo solicita prisão de diretor da Polícia Federal ao STF

Na manhã do dia 3, o partido Novo pediu ao ministro André Mendonça a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, com base em depoimento de Daniel Vorcaro sobre ameaças recebidas.
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Na manhã do dia 3, o partido Novo protocolou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitando a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, que é o diretor-geral da Polícia Federal (PF). A solicitação foi fundamentada em um ‘depoimento urgente’ prestado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, na semana anterior, onde ele relatou ter sido alvo de ameaças por parte de policiais federais.

No dia 2, a legenda já havia formalizado um pedido de afastamento de Rodrigues de seu cargo, após sua menção em mensagens de um empresário do setor, que foram divulgadas recentemente. Ambas as solicitações ainda estão sob análise do ministro Mendonça.

Durante seu depoimento ao gabinete do STF, Vorcaro alegou que Andrei Rodrigues teria atuado com o intuito de obstruir um acordo de delação premiada. Segundo ele, o diretor-geral da PF estaria interessado em barrar esse acordo por já ter tido relações com o banqueiro. Além disso, Vorcaro mencionou que sua intenção de delatar fatos relacionados ao governo Lula poderia ter atrapalhado o andamento das negociações.

O partido Novo afirma que há indícios de crimes como impedimento ou embaraço a investigações que envolvem organização criminosa, corrupção passiva e advocacia administrativa. Vorcaro também declarou que possui informações relevantes para as investigações, mas se sente impedido de apresentá-las. “Tenho muito a contribuir relatando os fatos e a verdade, mas ninguém quer me ouvir. Uma loucura”, afirmou o banqueiro.

Além disso, durante o tempo em que ficou sob custódia da Polícia Federal, Vorcaro relatou ter sido alvo de intimidações, ameaças e tortura psicológica, o que aumenta a gravidade das alegações contra o diretor-geral da PF.