O Paraná Clube está em processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a NextPlay, mas ainda aguarda a obtenção da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional. Este documento é essencial para comprovar a regularidade fiscal do clube e permitir que a juíza Mariana Fowler Gusso, responsável pela 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, homologue o plano de Recuperação Judicial (RJ).
Em um balanço financeiro divulgado pela auditoria da Müller & Prei, o clube informou que está tomando as medidas necessárias para conseguir a certidão. A expectativa da diretoria é que toda a transação da venda da SAF seja finalizada até o final do primeiro semestre deste ano.
Em comunicado, o Paraná Clube ressaltou que está se esforçando para acelerar o processo de transação tributária, embora dependa dos procedimentos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A intenção do clube é resolver essa questão ainda neste mês, mas a instituição não possui controle sobre as negociações em andamento na PGFN.
O processo de venda da SAF se arrastou ao longo do ano passado, marcado pela indefinição quanto ao plano de pagamento dos credores. A NextPlay, que inicialmente havia desistido da compra, retomou o interesse em novembro, após readequações no acordo. O clube anunciou a confirmação do acordo no dia 19 de dezembro, data que coincide com seu aniversário.
Apesar da celebração do acordo entre credores e a NextPlay, o Paraná Clube solicitou uma nova assembleia dos credores para prevenir possíveis complicações jurídicas relacionadas à venda da SAF. O plano definitivo foi aprovado somente no último dia 11 de março.
Enquanto aguarda a oficialização do negócio, a NextPlay já iniciou um período de transição com o objetivo de alcançar metas específicas para o Paraná Clube. O valor acordado para a transação foi reduzido de R$ 70,8 milhões para R$ 60 milhões, com o pagamento dividido em dez parcelas anuais, com um ano de carência a partir da venda da SAF.