André Juan de Oliveira Cerdan, de 30 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (8) em Ramilândia, localizado no Oeste do Paraná, após confessar que matou sua filha, Rebeca Yasmin Cerdan, de 5 anos. A criança foi encontrada sem vida na residência dos avós paternos, onde estava dormindo. O crime ocorreu enquanto os avós da menina estavam fora de casa para fazer compras.
Durante o interrogatório, André admitiu ter estrangulado a filha com as próprias mãos, alegando que sua intenção era atingir a mãe da criança. O caso está sendo investigado como um possível vicaricídio, termo que se refere ao assassinato de uma pessoa próxima a uma mulher para provocar sofrimento ou controle sobre ela.
Os avós de Rebeca retornaram para casa cerca de uma hora e meia após saírem e encontraram a neta caída no chão de um dos quartos, sem sinais de vida. Uma equipe de saúde foi chamada ao local, mas apenas confirmou o óbito. Naquele momento, a mãe da menina estava em seu trabalho.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar à residência, encontrou André ainda no imóvel, onde estava escondido. Ele não ofereceu resistência à prisão. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o suspeito apresentava comportamento alterado e havia passado a noite e a madrugada sem dormir. Durante o interrogatório, ele revelou que havia consumido cocaína e maconha.
Após a morte da filha, André também fez declarações de caráter religioso, afirmando repetidamente: "Foi o demônio". Na delegacia, ele declarou que "a droga destrói a família", o que levanta questões sobre sua saúde mental e o estado em que se encontrava no momento do crime.
Com base nas evidências reunidas até o momento, André foi autuado por vicaricídio, crime que pode resultar em pena de 20 a 40 anos de reclusão, podendo ser aumentada de um terço até a metade. Ele foi transferido por volta das 18h30 para a Penitenciária de Medianeira, onde permanece à disposição da Justiça.