O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na última sexta-feira. Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da capital fluminense.
A substituição de Castro no cargo ocorreu em março de 2022, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Na decisão, o TSE entendeu que a renúncia tornou prejudicada a cassação do mandato.
O caso abriu uma disputa jurídica no Supremo Tribunal Federal sobre o modelo de escolha do governador que comandará o Estado até a posse do eleito no próximo pleito regular, previsto para outubro. Enquanto a Corte não encerra a análise, o comando do Palácio Guanabara permanece de forma provisória sob responsabilidade do Tribunal de Justiça.
Mesmo inelegível no entendimento do TSE, Castro articula uma candidatura ao Senado nas eleições deste ano.
O caso é uma demonstração da crise institucional no Executivo fluminense, que está sendo governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto.