A pesquisa realizada em dezembro do ano passado revelou que 35% dos brasileiros se identificam como de direita, 22% como de esquerda e 35% como centro. Esses termos emergiram durante a Revolução Francesa, no século 18, e representam diferentes visões sobre o papel do Estado, a economia e a organização social.
Na prática, poucos partidos ou governos se encaixam estritamente em uma dessas correntes. A maioria dos políticos adota posições mistas, que variam conforme o contexto histórico e o país. Assim, direita e esquerda funcionam mais como referências para entender tendências políticas do que como rótulos absolutos.
De modo geral, a esquerda defende uma maior atuação do Estado na economia, promovendo políticas de redistribuição de renda e programas sociais para diminuir desigualdades. Além disso, prioriza direitos trabalhistas e políticas públicas nas áreas de saúde, educação e assistência social, enquanto a direita valoriza a livre iniciativa e a menor intervenção estatal.
Os termos “direita” e “esquerda” começaram a ser utilizados durante a Revolução Francesa, especialmente a partir de 1789, na Assembleia Nacional Constituinte. Os deputados se organizavam fisicamente no plenário de acordo com suas posições políticas, o que levou a essa divisão a se transformar em uma das classificações políticas mais duradouras do mundo contemporâneo.