A função de Mesário Voluntário é essencial para garantir a efetividade e a transparência do processo eleitoral no Brasil. Esses cidadãos SE apresentam de forma espontânea à Justiça Eleitoral, contribuindo para a operação das Mesas Receptoras de Votos e de Justificativas, em contraste com aqueles convocados de maneira obrigatória. O Mesário Voluntário, atuando sob a autoridade do Estado, assegura que as votações ocorram conforme as normas do Código Eleitoral e as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa participação ativa ajuda a diminuir a falta de colaboradores e oferece uma fiscalização do processo democrático de forma descentralizada.
As atribuições dos mesários são organizadas de maneira hierárquica dentro das seções eleitorais, o que é vital para a manutenção da ordem e da segurança jurídica durante a votação. A Mesa Receptora é composta por um presidente, dois mesários e um secretário, cada um com responsabilidades definidas pela legislação. O presidente tem a autoridade para iniciar e encerrar a votação, resolver impasses e garantir a ordem, podendo até acionar a polícia SE necessário. Os demais mesários e o secretário auxiliam na identificação dos eleitores e na organização do fluxo de votação, além de zelar pelo sigilo do voto e pela integridade da urna eletrônica.
A implementação do programa “Mesário Voluntário” pelo TSE, que começou a ser desenvolvido em 1990, trouxe uma nova abordagem para a composição das mesas eleitorais, que antes dependia exclusivamente da convocação obrigatória, um processo que muitas vezes resultava em resistências. Essa mudança propiciou não apenas a maior inclusão de cidadãos, mas também a valorização do trabalho voluntário, que SE reflete em benefícios como a isenção de taxas em concursos públicos, o reconhecimento das horas trabalhadas como atividade complementar e o auxílio-alimentação estabelecido pelo TSE.
Assim, a figura do Mesário Voluntário SE estabelece como um elemento chave na governança eleitoral, unindo a participação cidadã com um conjunto de benefícios legais e capacitação técnica. Essa combinação fortalece a confiança nas instituições democráticas e valida a integridade dos resultados eleitorais, promovendo uma democracia mais robusta e participativa.