Nova rota de ônibus em Foz do Iguaçu reduz transporte irregular, afirma Receita Federal

Mudança na rota dos ônibus que operam na Rodoviária de Foz do Iguaçu já mostra sinais de diminuição no transporte irregular de mercadorias, de acordo com a Receita Federal. A alteração gerou protestos entre trabalhadores do setor.
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A Receita Federal informou que a recente alteração na rota dos ônibus que circulam pela Rodoviária de Foz do Iguaçu já está apresentando resultados positivos na redução do transporte irregular de mercadorias. A mudança de trajeto foi implementada para facilitar a fiscalização aduaneira e, segundo o órgão, já demonstra uma tendência de diminuição dessas práticas, embora não tenha sido divulgada uma comparação quantitativa entre o período anterior e o atual.

Os novos trajetos agora levam os ônibus a transitarem pela Avenida Paraná, uma área onde a Receita Federal pode realizar um controle mais eficaz das mercadorias antes que os veículos prossigam em suas viagens. Essa medida foi motivada pelo aumento do uso de transporte rodoviário de passageiros para o transporte irregular de produtos na região da fronteira.

A implementação da nova rota gerou uma manifestação por parte de trabalhadores e pessoas envolvidas no setor de transporte, que se reuniram em frente à Alfândega, na Avenida Paraná. Os manifestantes expressaram suas preocupações sobre os possíveis impactos que a mudança poderia ter na operação do transporte rodoviário de passageiros.

A Receita Federal esclareceu que a decisão de alterar a rota foi resultado de discussões com empresas de transporte, além de órgãos municipais, estaduais e federais. A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu, o Conselho Municipal de Turismo e o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte manifestaram apoio às novas diretrizes.

O órgão ressaltou ainda que a mudança não visa regulamentar o transporte rodoviário de passageiros, mas sim reforçar as ações de fiscalização e controle aduaneiro na faixa de fronteira. A intenção é equilibrar a vigilância aduaneira com as operações de transporte de passageiros e as atividades turísticas na região.

Além disso, a Receita Federal relacionou o fortalecimento das ações de fiscalização à queda significativa nos índices de homicídios em Foz do Iguaçu ao longo das últimas duas décadas. Em 2005, a cidade registrou 285 homicídios, resultando em uma taxa de 106 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, essa taxa caiu para 28,9 por 100 mil habitantes, refletindo um avanço na segurança e, consequentemente, um ambiente mais propício para o crescimento do turismo, do comércio e das atividades relacionadas ao comércio exterior.