A Nasa lançou um modelo tridimensional interativo do geoide, que é a superfície que ilustra como os oceanos se comportariam sob a influência exclusiva da gravidade terrestre. Este recurso foi disponibilizado em 15 de julho pelo Scientific Visualization Studio, um laboratório da agência espacial dos Estados Unidos.
No modelo apresentado, a altura do geoide foi exagerada em 10 mil vezes para facilitar a visualização das variações. Em uma escala real, as diferenças de altura vão de 85 metros acima da superfície de referência na Islândia a 106 metros abaixo dela, na região sul da Índia.
O BRASIL teve um papel importante na validação deste modelo, com pesquisadores utilizando medições de nivelamento obtidas por GNSS, fornecidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estas medições foram comparadas com dados coletados de outros países, como Alemanha e Japão, além dos Estados Unidos.
O geoide é descrito como uma superfície equipotencial, onde o potencial gravitacional é constante em todos os pontos. Na prática, isso representa a forma que um oceano global em repouso assumiria se não fosse afetado por marés, ventos e correntes.
As ondulações observadas no modelo não correspondem a montanhas ou fossas do relevo terrestre, mas sim a variações na força da gravidade. Essa diferença ocorre devido à distribuição irregular da massa no interior da Terra, que resulta em uma gravidade mais intensa em certas regiões, elevando ou rebaixando a altura do geoide.
Esse modelo tem uma aplicação prática significativa, pois o geoide serve como a superfície de referência para a definição de altitudes. As altitudes oficiais de um território, incluindo o conceito de “nível do mar”, são determinadas em relação a essa superfície.