O fotógrafo mergulhou na rotina das baianas que ganham a vida com a quebra de pedras na Chapada Diamantina. O resultado foi o livro de fotografias Mulheres de Pedra, lançado em janeiro deste ano.
O livro apresenta 58 fotografias que mostram uma realidade que atravessa gerações: mães, filhas e netas submetidas a um trabalho desgastante e pouco debatido publicamente. Após horas nas pedreiras, muitas ainda assumem as tarefas domésticas e o cuidado com a família.
Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de R$ 0,15. O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha e é o bicho da feira para estas mulheres.
O projeto documental começou em 2015 e tem um primeiro livro publicado em 2018. Dez anos depois, o fotógrafo retornou à região para reencontrar algumas das mulheres retratadas nas primeiras imagens. Algumas conseguiram melhorar minimamente as condições de vida graças ao trabalho com a pedra e conquistaram pequenos sonhos como a compra de uma geladeira ou até de uma moto.