Em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar. Isso só foi possível por meio de um decreto do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. O decreto também criou a Justiça Eleitoral e estabeleceu o voto secreto.
Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e ser votadas pela primeira vez. A Constituinte elaborou uma nova Constituição, que entrou em vigor em 1934, consolidando o voto feminino, uma conquista do movimento feminista da época.
A deputada estadual Mabel Canto, líder da bancada feminina da Assembleia Legislativa do Paraná, reforça a importância da data para a igualdade entre gêneros. “Quando uma mulher vota, ela não decide só por ela. Ela decide pelas que vieram antes e pelas que ainda vão nascer. Cada voto feminino carrega história, luta e transformação”, pontuou a parlamentar.
Mabel Canto reconhece que, nesse período, as mulheres tiveram grandes conquistas, mas que ainda há muito a avançar. “Precisamos, principalmente, da presença da mulher na política. Da mulher sendo votada. As mulheres representam mais da metade da população brasileira. Mas a representação nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional é baixa”, detalhou a deputada estadual.