Na tarde de segunda-feira (3), em Pitanga, região central do Paraná, uma mulher de 28 anos conseguiu escapar de uma situação de violência doméstica ao fazer o sinal internacional de socorro. O gesto foi registrado por câmeras de segurança e chamou a atenção de motoristas que passavam pelo local. As testemunhas, percebendo a emergência, pararam seus veículos para oferecer ajuda e acionaram a Polícia Militar.
De acordo com relatos, o ex-companheiro da mulher invadiu sua residência e a agrediu antes de forçá-la a acompanhá-lo até um endereço onde reside o atual namorado dela. Durante o trajeto, a mulher encontrou uma oportunidade para pedir socorro de maneira discreta, utilizando o gesto silencioso que indica a necessidade de ajuda.
Os motoristas que notaram o sinal de socorro abordaram o casal e, ao conversarem com a mulher, perceberam que ela apresentava lesões visíveis. Reconhecendo a gravidade da situação, as testemunhas acionaram a Polícia Militar a pedido da vítima. O grupo se dirigiu até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde a situação foi formalmente reportada.
Os policiais, ao tomarem conhecimento do caso, deram voz de prisão ao ex-companheiro, que alegou que a situação se tratava de uma discussão mútua. A mulher foi atendida por uma equipe médica, enquanto a Polícia Civil ficou responsável pela investigação da ocorrência, que se configura como lesão corporal no contexto de violência doméstica.
O gesto de socorro utilizado pela mulher é uma ação criada para que vítimas de violência possam solicitar ajuda de forma discreta, evitando chamar a atenção de seus agressores. Para realizá-lo, a pessoa levanta uma das mãos com a palma voltada para frente, dobra o polegar para dentro e fecha os outros dedos sobre ele, simbolizando que precisa de auxílio.
Esse incidente ressalta a importância de reconhecer e responder a sinais de socorro em casos de violência, além de destacar a necessidade de apoio das autoridades em situações de risco. O Paraná, assim como outros estados, enfrenta desafios relacionados à violência doméstica, e a ação rápida de testemunhas pode fazer a diferença na vida de quem sofre agressões.