Lídia Maria Figueiredo Mazelli, de 61 anos e formada em Administração, registrou uma ocorrência policial contra os jornalistas Alice Maciel e Paulo Motoryn, após ser rotulada como uma "doméstica laranja" pelo ICL Notícias. A acusação é de que ela presidiria, apenas formalmente, empresas do advogado Willer Tomaz. Além disso, Lídia solicitou medidas protetivas de urgência contra os dois profissionais.
A mulher também ajuizou uma ação por danos morais contra o ICL e os jornalistas, requerendo a remoção de informações que possibilitam a localização de sua residência e a correção da reportagem. A publicação que originou a polêmica foi disponibilizada às 16h13. A Polícia Civil registrou os pedidos de medida protetiva às 19h25 e 19h26 do mesmo dia.
Em seu depoimento, Lídia relatou à polícia que tem sido alvo de perseguições nos últimos quatro meses, o que inclui ligações, mensagens e abordagens presenciais. A situação, segundo ela, se intensificou recentemente, com uma abordagem em sua casa, correspondências interceptadas e seu lixo revirado. Ela afirmou ainda que foi filmada sem autorização, com as imagens utilizadas em reportagens que considera falsas, acompanhadas de informações sobre seu endereço.
Lídia se descreve como uma "cidadã comum, sem qualquer atuação ou vínculo político" e nega ter enviado ou autorizado a divulgação de fotos de seus documentos a jornalistas. Desde os incidentes, a mulher relata ter enfrentado crises de ansiedade e evita sair de casa ou atender telefonemas por receio.
Os pedidos de medida protetiva, registrados sob os números 2795/2026 e 2796/2026, incluem a proibição de aproximação e qualquer tipo de contato com Lídia, seus familiares e testemunhas. Ela também expressou interesse na investigação criminal sobre o caso.
A reportagem do ICL afirmou que Lídia foi dirigente de 14 empresas associadas a Willer Tomaz desde setembro de 2020. Entre as empresas mencionadas estão a WT Administração de Imóveis e Bens, que obteve na Justiça a posse de uma mansão em Angra dos Reis (RJ), e a Friponor, responsável pela venda de uma ilha avaliada em R$ 17 milhões. A reportagem ainda incluiu a RioPag, contratada pela Loterj desde 2010, e destacou que Lídia trabalhou no escritório de Willer Tomaz entre março de 2019 e setembro de 2020.