Mulher é indiciada por tentar envenenar amiga durante curso de artesanato

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O nome da mulher indiciada não foi divulgado pela Polícia –

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da Delegacia da Boa Vista, concluiu nessa terça-feira (21) o inquérito que investigava a tentativa de envenenamento de uma artesã com mercúrio, no Recife. A principal suspeita, que era amiga da vítima, foi indiciada por tentativa de homicídio.

Conforme o Metrópoles, o procedimento já havia sido encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na segunda-feira (20), cabendo agora ao órgão decidir se apresentará denúncia à Justiça. A identidade da investigada não foi divulgada.

Segundo a apuração policial, o crime ocorreu em 2025, durante um curso de artesanato, e teria sido motivado por ciúmes. O delegado José Custódio, responsável pelo caso, afirmou que a investigação foi baseada em uma série de provas técnicas e periciais.

Além dos depoimentos colhidos e das imagens gravadas pela própria vítima, a polícia utilizou laudos químicos, exames toxicológicos, avaliações traumatológicas e pareceres médicos nas áreas de neurologia, reumatologia, pneumologia e clínica geral.

A vítima começou a suspeitar do envenenamento após notar pequenas esferas metálicas na água que consumia. Em depoimento, ela relatou sentir como se estivesse “engolindo bolinhas”. Diante da desconfiança, decidiu deixar o celular gravando enquanto se afastava da sala onde trabalhava.

As imagens registraram o momento em que a suspeita retira um sachê da roupa e despeja o conteúdo dentro da garrafa da artesã. Na sequência, ela agita o recipiente para misturar a substância. Posteriormente, a perícia confirmou que o material encontrado era mercúrio.

De acordo com o delegado, os exames toxicológicos também identificaram a presença da substância no sangue e na urina da vítima, indicando uma exposição recente ao metal.

Durante o interrogatório, a investigada negou participação no crime, afirmou não ser a pessoa que aparece nas gravações e declarou que não colocou nenhuma substância na garrafa da vítima. Ela também não explicou como teria obtido acesso ao mercúrio.

Ainda conforme a Polícia Civil, a defesa não apresentou documentos médicos nem informou a existência de possíveis problemas psicológicos da suspeita.



Fonte:A Rede PG