A cidade de Curitiba está prestes a passar por transformações significativas em seu transporte coletivo, com a nova concessão que poderá incluir a criação de quatro linhas conectoras e o retorno da Circular Centro. O projeto visa melhorar a mobilidade urbana e facilitar o deslocamento dos passageiros pela capital paranaense.
As quatro novas linhas conectoras propostas são: Terminal Tatuquara – Terminal Carmo, Terminal Pinheirinho – Terminal Centenário, Terminal Portão – Terminal Capão da Imbuia e Terminal Santa Felicidade – Terminal Bairro Alto. Além disso, a concessão prevê que a Circular Centro seja reativada, utilizando ônibus elétricos comuns.
Uma das inovações planejadas é a implementação de 250 ônibus elétricos até 2031, com a previsão de que 90 desses veículos já estejam em operação no início do novo contrato. Todos os ônibus elétricos contarão com ar-condicionado, melhorando o conforto dos passageiros. Também está em estudo um projeto-piloto de transporte sob demanda, que permitirá que os usuários solicitem viagens por meio de um aplicativo.
A nova concessão foi elaborada em colaboração entre a Prefeitura de Curitiba, o BNDES, a Urbs e o Ippuc, e o edital foi publicado após a autorização da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná. A estrutura do edital divide o transporte coletivo da cidade em cinco lotes, permitindo que empresas interessadas disputem a concessão.
Os dois primeiros lotes serão responsáveis pelas linhas expressas, como os Ligeirões e a Linha Direta, enquanto os outros três lotes serão focados em linhas regionais, que incluem serviços alimentadores e atendimentos mais próximos dos bairros. O BRT1 contará com 20 linhas, predominantemente na região Sul, e o BRT2 terá 17 linhas, principalmente nas regiões Norte e Oeste.
A nova concessão também introduz a integração temporal irrestrita, permitindo que os passageiros troquem de ônibus sem custo adicional dentro de um período determinado, utilizando o cartão-transporte da Urbs. Os investimentos totais para a nova estrutura de transporte estão estimados em R$ 3,9 bilhões, e o contrato terá duração de 15 anos.