MPPR pede prisão de ex-indicado para procuradoria-geral da prefeitura de Londrina em caso de golpe de $ 7 milhões

Advogado Fábio Turetta, alvo do mandado de prisão (Divulgação/Portal Bonde)
Advogado Fábio Turetta, alvo do mandado de prisão (Divulgação/Portal Bonde)

Advogado Fábio Turetta, indicado pelo prefeito Tiago Amaral (PSD), é alvo de pedido de prisão por estelionato. Ele desistiu do cargo em dezembro após repercussão do processo. Decisão agora cabe ao Tribunal de Justiça do Paraná

A Quarta Promotoria de Justiça de Arapongas, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), formalizou na última segunda-feira (2 de fevereiro) um pedido de prisão contra o advogado Fábio Turetta. O caso ganha relevância política porque Turetta havia sido indicado pelo prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), para o estratégico cargo de Procurador-Geral do Município no ano passado, mas não chegou a assumir o posto.

A motivação do pedido de prisão é um processo crime que o advogado responde por estelionato (golpe) contra a rede varejista Gazin. De acordo com as investigações, Turetta teria participado de um esquema de desvio de aproximadamente R$ 7 milhões entre os anos de 2011 e 2012. Na época dos fatos, ele era o responsável pelo setor de importações da empresa.

Agora, a decisão sobre o acolhimento ou rejeição do pedido de prisão está nas mãos do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Se a prisão for decretada, o advogado poderá ser capturado a qualquer momento.

O imbróglio jurídico já havia tido consequências políticas. Em dezembro de 2024, quando a existência do processo ganhou grande repercussão pública, Fábio Turetta alegou “compromissos profissionais” como impedimento e desistiu oficialmente da indicação para o cargo público.

Atualmente, a função de Procuradora-Geral do município de Londrina é exercida por Renata Kawassaki Siqueira.

As informações e imagens são do Portal Bonde/Londrina