Na madrugada desta quinta-feira (23), um sargento da Polícia Militar, identificado como Fábio Ferreira de Souza, de 50 anos, foi atropelado e morto por um motorista embriagado na Avenida Nove de Julho, localizada na Zona Sul de São Paulo. O policial estava pilotando sua motocicleta quando foi atingido frontalmente por um veículo que transitava em alta velocidade na contramão da via.
Fábio Ferreira, que contava com 26 anos de serviço na corporação e estava prestes a se aposentar, foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não conseguiu sobreviver devido a uma parada cardiorrespiratória. O sargento, que era casado e pai de dois filhos, estava de licença no momento do acidente e atuava no 2º Batalhão de Choque.
O motorista responsável pelo atropelamento foi identificado como Bruno Yusio Sales Shimizu, de 22 anos. Ele apresentava sinais evidentes de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Bruno foi preso em flagrante sob a acusação de homicídio culposo e levado ao 14º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada. O veículo, um carro da marca Volvo, foi apreendido pela polícia.
De acordo com informações, Bruno estava em uma balada na região da Vila Olímpia momentos antes do acidente, onde teria gasto cerca de R$ 3 mil em bebidas alcoólicas. Câmeras de segurança registraram o momento em que o motorista acessou a Avenida Nove de Julho na contramão. Após percorrer alguns metros na faixa destinada aos ônibus, ele desviou para a faixa central, vindo a colidir com a motocicleta do sargento. Após o impacto, ele estacionou o carro e saiu com as mãos na cabeça ao perceber a gravidade da situação.
No momento do acidente, Bruno estava acompanhado por três pessoas: duas mulheres, que deixaram o local antes da chegada da polícia, e um homem que foi levado à delegacia e posteriormente liberado. Este incidente não é a primeira ocorrência envolvendo Bruno, que já havia se envolvido em um acidente fatal em 2020, quando, aos 17 anos, colidiu com um motociclista em uma rodovia próxima a Pilar do Sul, resultando na morte do jovem de 19 anos. Na época, como era menor de idade, ele não foi responsabilizado criminalmente pelo ato.
O caso segue sob investigação pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Batalhão de Choque da PM lamenta a perda do sargento Fábio Ferreira, que dedicou muitos anos de serviço à corporação.