Morte de policial militar em Recife levanta suspeitas de envenenamento após troca de taças

Um cabo da Polícia Militar de 40 anos morreu em Recife com sinais de envenenamento, após sua ex-companheira trocar as taças de vinho durante a noite. A Polícia Civil investiga a situação e realiza perícias nas bebidas consumidas.

Um cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, faleceu com indícios de envenenamento no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, dentro do apartamento de sua ex-companheira. As investigações da Polícia Civil indicam que a morte pode estar relacionada a uma bebida adulterada, após a advogada, de 48 anos, ter trocado as taças de vinho do casal sem que ele percebesse.

Durante a noite, Alexandre e a advogada consumiram bebidas alcoólicas e energético. Em determinado momento, a advogada passou a suspeitar que o ex-companheiro pudesse ter colocado alguma substância em sua taça. Para evitar que ele notasse, decidiu inverter as taças, uma ação que pode ter sido crucial para a sequência dos acontecimentos.

Após algumas horas, o cabo da PM começou a apresentar sintomas severos. Testemunhas relataram que ele teve lábios arroxeados e espuma saindo pela boca antes de falecer, características frequentemente associadas a casos de intoxicação ou envenenamento.

Após a confirmação do óbito, a Polícia Militar e a Polícia Civil isolaram o apartamento, onde Técnicos do Instituto de Criminalística recolheram as taças utilizadas, assim como garrafas de bebidas e latas de energéticos que ainda estavam no local, para realizar exames toxicológicos.

Inicialmente, a morte foi registrada como homicídio, mas devido à complexidade do caso, a autoridade policial reclassificou a ocorrência como “morte a esclarecer”. O foco agora está nas análises dos materiais coletados e no laudo necroscópico do Instituto de Medicina Legal (IML).

A advogada foi levada à delegacia do DHPP para prestar depoimento sobre os eventos da noite. Após seu interrogatório, ela foi liberada, pois não havia elementos que a incriminassem em flagrante delito. A Polícia Civil mantém sigilo sobre os detalhes das declarações da ex-companheira e informou que os próximos passos do inquérito dependem do resultado das perícias químicas nas bebidas apreendidas.