O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a solicitação para que os filhos de Jair Bolsonaro pudessem visitá-lo no Dia dos Pais. A decisão foi proferida enquanto mais de 1,5 mil detentos do Distrito Federal receberam permissão para a saída temporária, concedida pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF).
A saída temporária, popularmente conhecida como "saidão", teve início na quinta-feira (6) e se estenderá até a segunda-feira (10). Ao todo, 1.520 presos foram beneficiados, sendo 58 mulheres. Este é o quinto "saidão" autorizado no Distrito Federal em 2026.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado que Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro pudessem visitar o ex-presidente em sua residência no domingo (9). No entanto, Moraes rejeitou o pedido, fundamentando-se em uma decisão anterior que restringe as visitas ao ex-presidente, permitindo apenas a presença de profissionais de saúde e advogados.
As restrições foram impostas em julho, após a divulgação de uma carta atribuída a Bolsonaro, que foi compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Moraes justificou que o episódio levou ao endurecimento das regras relativas a visitas e contatos de natureza política.
A defesa argumentou que o pedido de visita tinha um caráter familiar e humanitário, com o intuito de manter os laços afetivos entre pai e filhos em uma data simbólica para os brasileiros. Os advogados afirmaram que a autorização para o encontro não teria intenção política ou eleitoral.
Na petição, os defensores destacaram que o encontro seria realizado dentro das condições já estabelecidas pelo STF, sem afetar o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro está proibido de receber visitas com propósitos político-eleitorais até o término das eleições de 2026 e também não pode divulgar manifestos relacionados a esse tema.