Moraes envia caso das joias à PGR para análise de material apreendido com advogado

O ministro Alexandre de Moraes determina que a PGR se manifeste sobre dados extraídos de celulares de Frederick Wassef, relacionados ao caso das joias de Bolsonaro.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar sobre o material extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef. Os aparelhos foram apreendidos durante a investigação sobre o desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em viagens internacionais.

A determinação ocorreu após a Polícia Federal (PF) informar que identificou 'eventos fortuitos' nos dados dos celulares de Wassef, que precisam ser apurados em procedimento separado. A PGR havia solicitado o arquivamento do caso, alegando a falta de uma lei clara sobre a propriedade dos presentes recebidos por presidentes. Contudo, não se pronunciou sobre os dados enviados pela PF, o que levou Moraes a devolver os autos ao Ministério Público.

A investigação da PF resultou no indiciamento de 12 pessoas, incluindo Bolsonaro, Mauro Cid e Frederick Wassef, por crimes como peculato e lavagem de capitais. O indiciamento se deve à apropriação de presentes recebidos durante visitas oficiais a países do Oriente Médio.

Além disso, a PF identificou o desvio de conjuntos de joias entregues a Bolsonaro durante as referidas viagens. Os indiciados enfrentam ainda acusações de tentativa de peculato, relacionada a um conjunto de joias femininas e uma escultura recebidos em outubro de 2021.