Recentes ataques a rebanhos em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, têm causado preocupação entre os moradores locais. Em um intervalo de apenas três dias, 13 ovelhas foram encontradas mortas em duas propriedades rurais distintas. Na quarta-feira (13), três ovelhas foram descobertas mortas, enquanto no final de semana anterior, outras 10 ovelhas foram encontradas sem vida em um imóvel próximo.
Além das mortes, outros animais do rebanho apresentaram ferimentos, o que aumentou a inquietação entre os habitantes da região. A principal suspeita entre os moradores é de que uma onça parda possa ser a responsável pelos ataques. Thiago Oliveira, um dos moradores, comentou que, embora algumas pessoas especulem que cães possam ter causado os danos, as marcas observadas nos animais sugerem a presença de uma onça.
Os ataques ocorreram em chácaras localizadas na Colônia Retiro, que fica próxima à divisa entre Mandirituba e Fazenda Rio Grande. Moradores relataram um cenário de destruição após a passagem do animal, o que intensificou o medo na comunidade. A Guarda Municipal foi acionada e compareceu ao local para verificar a situação. O proprietário da chácara confirmou que três ovelhas foram atacadas, mas não conseguiu afirmar se o responsável seria realmente uma onça.
Para o biólogo Rodolfo Corrêa de Barros, os relatos e as evidências dos ferimentos das ovelhas indicam que uma onça parda pode estar agindo na região. Ele destacou que, embora essa espécie geralmente evite o contato com humanos, a redução de seu habitat e a escassez de alimentos têm levado esses animais a se aproximarem das áreas urbanas em busca de alimento.
Apesar do temor que a presença do animal pode gerar, a moradora Lurdes Zulkuevcz demonstrou tranquilidade. Em tom descontraído, ela afirmou que não tem medo da onça e que, caso encontre o animal, apenas pedirá proteção a Nossa Senhora Aparecida para que o animal se afaste.
Buscas foram realizadas em áreas de mata nas proximidades, mas até o momento, nenhum animal foi localizado. Imagens do local dos ataques foram gravadas e estão disponíveis para visualização.