Mistério em Paiçandu: Família busca a cabeça de Judite há três anos

A família de Judite Gonçalves Gomes, encontrada morta em um córrego no Paraná, luta há três anos para obter o atestado de óbito da idosa, cuja cabeça nunca foi encontrada.
Judite Gonçalves Gomes, de 81 anos, foi encontrada morta (Foto: Reprodução/Rede)
Judite Gonçalves Gomes, de 81 anos, foi encontrada morta (Foto: Reprodução/Rede)

Um caso intrigante tem provocado angústia na família de Judite Gonçalves Gomes, de 81 anos, que foi encontrada morta em um córrego na Zona Rural de Maringá, no Paraná. Desde o seu desaparecimento em junho de 2023, a família enfrenta uma batalha judicial para conseguir o atestado de óbito da matriarca, que foi enterrada como indigente, uma vez que sua cabeça nunca foi localizada.

Judite, que sofria de Alzheimer, desapareceu em junho e, três meses depois, um corpo em avançado estado de decomposição foi descoberto por populares. Na ocasião, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que a idosa estava nua e sem a cabeça, o que gerou uma série de questionamentos sobre as circunstâncias de sua morte.

Luis Carlos Gomes, filho de Judite, manifestou sua dor e desespero em relação à situação. Ele acredita que a cabeça da mãe ainda possa estar no córrego onde o corpo foi encontrado. “Para a falar a verdade, a cabeça deve estar naquele córrego ainda. Eu mesmo não voltei lá. O Corpo de Bombeiros disse que se eu encontrar a cabeça da minha mãe, eles vão lá e buscam”, relatou.

A luta da família para conseguir o atestado de óbito é um reflexo da complexidade do caso, que ficou sem uma conclusão clara sobre a causa da morte. A situação se torna ainda mais angustiante, pois o corpo de Judite foi sepultado sem a devida documentação, uma vez que a cabeça, que poderia ajudar na identificação oficial, não foi encontrada.

“Estou esperando os três anos para fazer o translado do corpo dela de Maringá para Paiçandu. O atestado de óbito ainda não saiu”, acrescentou Luis Carlos, ressaltando a frustração e a espera angustiante que a família tem enfrentado.

O caso, que atraiu atenção pela sua natureza trágica e misteriosa, continua sob investigação da PCPR, que ainda não conseguiu determinar as circunstâncias que levaram à morte da idosa. A falta de respostas contribui para o luto e a incerteza que cercam a família, que busca, além da justiça, um fechamento para essa dolorosa situação.