O ministro Dias Toffoli confirmou ser sócio de uma empresa chamada Maridt Participações S.A., criada em 2020 com capital inicial de R$150 mil. A empresa, resultado da junção do nome de sua cidade natal, Marília, e suas iniciais, vendeu parte de sua participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, para um fundo ligado ao Banco Master em 2025.
Em meio às acusações, Toffoli alegou desconhecer a relação entre o fundo Arllen, comprador de suas ações, e o Master. No entanto, questiona-se como um relator de um caso que exigia análise detalhada poderia vender a própria empresa sem investigar os antecedentes do adquirente.
O ministro também se destacou por medidas que geraram suspeitas ao longo da investigação, como a exigência de que materiais apreendidos pela Polícia Federal fossem encaminhados ao Supremo. Além disso, pediu a lacração de laudos, dados de celulares e mídias periciadas em seu nome, após o aparelho de Daniel Vorcaro, dono do banco, revelar mensagens com seu nome.
Acredibilidade do Tribunal ficou abalada enquanto a relatoria do caso foi transferida para o ministro André Mendonça. Com o feriado do carnaval, o andamento da investigação pode enfrentar novo atraso, enquanto a mídia se volta para outras pautas.