O ministro André Mendonça, atual relator do caso envolvendo o Banco Master, convocou a Polícia Federal para uma reunião nesta segunda-feira (23). A medida foi adotada após Mendonça assumir a análise do processo no lugar de Dias Toffoli, que deixou a posição em fevereiro.
A PF solicitou que as perícias sejam feitas de forma rotineira, com distribuição regular entre os peritos, e que os bens apreendidos sejam mantidos sob custódia nos depósitos da própria corporação. Além disso, Mendonça aumentou o grupo de agentes federais autorizados a acessar documentos e relatórios sobre o caso, reforçando a autonomia da instituição.
No dia 12 de fevereiro, Mendonça substituiu Toffoli após sorteio realizado entre os ministros do Supremo Tribunal Federal. Toffoli havia sido questionado por sua associação com o investigado Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, devido a mensagens em seu celular.
A PF já havia pedido ao presidente do STF a arguição de suspeição de Toffoli, alegando falta de imparcialidade. O ministro anterior ao processo foi citado em mensagens do celular de Vorcaro, o que reforçou a solicitação da corporação para que Mendonça passasse a conduzir a relatoria.