Nesta terça-feira (28), foi realizado o sepultamento do menino brasileiro de 11 anos que perdeu a vida em um ataque israelense no sul do Líbano. O bombardeio, ocorrido no dia anterior, também resultou na morte da mãe do menino, a brasileira Manal Jaafar, e de seu marido. O outro filho do casal, de 21 anos, permanece internado em recuperação no hospital.
A localização dos corpos de Manal e do marido não foi possível, conforme relato de Romi Salman, uma brasileira residente no Líbano. Em sua declaração, Romi mencionou que foram encontrados “apenas pedaços de corpos”, e enfatizou a dificuldade de lidar com a situação, ressaltando que não houve um enterro digno para os falecidos.
A família de Manal Jaafar possuía uma casa de três andares na cidade de Bint Jbeil, onde se dedicava à agricultura, especialmente à plantação de azeitonas. No momento do ataque, eles estavam se preparando para voltar a Beirute após aproveitarem um cessar-fogo para retirar pertences da residência, que agora está em ruínas.
A escalada de violência entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita do Líbano, se intensificou após um ataque do governo israelense e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro. Apesar de um cessar-fogo já estabelecido, os bombardeios na região sul do Líbano persistem.
Enquanto Israel mantém suas operações militares na fronteira, o Hezbollah declarou que não irá interromper seus ataques, contribuindo para um ambiente de tensão crescente. Em uma recente declaração, um comandante do Hezbollah informou à rede de TV Al Jazzira que o grupo poderia empregar homens-bomba em suas ações futuras.
O cenário de Conflito no Oriente Médio segue complexo, refletindo as profundas divisões entre as nações e os grupos envolvidos, com consequências trágicas para civis inocentes, como demonstrado pela recente perda da família de Manal Jaafar.