Hermínio Bento Vieira foi um cidadão de excelente caráter, zeloso em princípios, uma figura invejável. A cada mês de janeiro dele eu lembro, pois deixou-nos sem ter sido paga a ele, uma aposta popular, em registro “de público” e agora, para pagar a dívida, só se for no além, para aonde vamos também um dia.
O Dia da Bondade era uma criação do diretor geral da TV Jorge Guirado, uma tradição da TV Tarobá, reverenciado a cada ano aqui lembrado agora assim como a dívida para com aquele que chamávamos de “Tio Hermínio”. Era o “Dia da Bondade”, uma criação que seguia seus lances rituais sempre aplaudidos e, a certa altura, naquele dia, lembramos, no calor do programa, que poderíamos acrescentar “mais um tempero” àquela empreitada de sucesso de então.
Foi uma agitação saudável e empolgante, Foz ganhou a competição entre Cascavel e Foz do “tio Hermínio”, e o prêmio, ao núcleo vencedor, seria o pagamento de “um churrasco para a equipe vencedora.” A Tarobá-Foz ganhou aquele… mas Hermínio não levou.
O Dia da Bondade era inspirador de “grande expectativa”, mantinha imbatível a audiência da Tarobá, as atrações eram desenvolvidas e as arrecadações se transformavam, a cada momento, em – comparando como exemplo – algo altamente competitivo e contagiante, como se “torcidas em jogos de futebol fossem”.