Um ABAIXO-ASSINADO em apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ultrapassou a marca de 450 mil assinaturas nesta segunda-feira (7). A iniciativa, que visa registrar manifestações públicas de apoio ao magistrado, busca alcançar um total de 1 milhão de adesões.
No momento da consulta, o contador no site do movimento registrava 451.437 assinaturas, com mais de 40 mil novas adesões apenas nesta segunda, o que representa um ritmo superior a 25 assinaturas por minuto. Os dados são atualizados em tempo real, refletindo a mobilização crescente nos últimos dias.
No sábado (5), o número de assinaturas era de pouco mais de 34 mil, e, no domingo (6), já havia ultrapassado 300 mil. A adesão ao ABAIXO-ASSINADO é voluntária e requer um cadastro, assegurando que as informações pessoais dos participantes não sejam divulgadas publicamente, apenas estatísticas consolidadas.
São Paulo é o estado que lidera o número de adesões, com 138.058 assinaturas. O Rio de Janeiro e Minas Gerais vêm na sequência, com 56.315 e 42.054 assinaturas, respectivamente. Outros estados que se destacam são Paraná (30.350), Santa Catarina (23.547), Rio Grande do Sul (22.047), Bahia (20.958), Distrito Federal (15.566), Pernambuco (14.147), Goiás (12.028), Espírito Santo (10.161) e Ceará (8.165).
A mobilização ganhou força em meio a uma crise que envolveu o STF, especialmente após Mendonça divulgar um relatório da Polícia Federal (PF) que contém informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro no centro de investigações ligadas ao Banco Master. O documento inclui mensagens e contatos entre Vorcaro e Moraes, além de informações sobre a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Como consequência, Moraes apresentou um pedido de investigação contra Mendonça, citando possíveis irregularidades na atuação do colega, com alegações de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Contudo, o pedido não permaneceu no Inquérito das Fake News, sendo retirado pelo presidente do STF, Edson Fachin, que determinou que a questão fosse analisada em outro processo sob sua relatoria.