Maioria da população rejeita redução de penas para Bolsonaro e aliados, aponta pesquisa

Levantamento da Genial/Quaest revela que 52% dos brasileiros são contra a diminuição das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A pesquisa também destaca a polarização entre eleitores.
8-janeiro

Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest e divulgada neste domingo (17) revela que a maioria dos brasileiros é contrária à redução das penas impostas aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro. Os dados apontam que 52% dos entrevistados se opõem à diminuição das punições, enquanto 39% defendem penas mais brandas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

A pesquisa evidencia uma forte polarização nas opiniões sobre o tema. Entre os eleitores identificados como lulistas, 72% manifestaram-se contra a redução das penas, enquanto 73% dos bolsonaristas apoiam a ideia de um abrandamento nas condenações. No grupo considerado “independente”, 58% se mostraram contrários à diminuição das punições, ao passo que 31% apoiaram a medida.

Outro aspecto abordado pela Genial/Quaest foi a percepção dos brasileiros em relação à Lei da Dosimetria, que foi aprovada pelo Congresso Nacional após a derrubada de um veto presidencial. Para 54% dos entrevistados, a nova legislação foi criada com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro, que enfrenta uma condenação de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados ao golpe de Estado.

Em contraste, 34% acreditam que a proposta visa reduzir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro, enquanto 12% dos participantes da pesquisa não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa também revelou que a maioria da população não está ciente da tramitação do projeto no Congresso, com 58% dos entrevistados afirmando não saber que deputados e senadores derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio e ouviu 2.004 pessoas em todo o país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.