Mãe é julgada por assassinato dos filhos em caso que chocou os EUA

O julgamento de Lindsay Clancy, acusada de estrangular os filhos, reacende a discussão sobre saúde mental. A defesa alega que ela sofria de transtorno bipolar e estava em um episódio de psicose pós-parto.

As identidades das três crianças mortas pela mãe em janeiro de 2023 foram reveladas. Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, com apenas 8 meses, foram estrangulados por Lindsay Clancy, que agora enfrenta julgamento por homicídio em primeiro grau nos Estados Unidos.

Durante a audiência, Patrick Clancy, ex-marido de Lindsay, descreveu o momento em que retornou para casa após buscar comida. Ele encontrou a porta do quarto trancada e, ao entrar, viu sangue no ambiente. No quintal, localizou Lindsay com ferimentos nos pulsos e no pescoço, resultado de uma queda da janela do segundo andar. Após contatar o serviço de emergência, descobriu que os filhos estavam no porão da residência.

A Promotoria afirma que Lindsay cometeu os homicídios utilizando faixas elásticas de exercício e, em seguida, tentou tirar a própria vida. A acusada, que se declarou inocente, acompanha o julgamento em uma cadeira de rodas, tendo perdido os movimentos devido à queda.

A defesa reconhece que Lindsay causou a morte das crianças, mas argumenta que ela estava em um estado de transtorno bipolar e vivenciava um episódio de psicose pós-parto no momento dos crimes. Os advogados ressaltam que a mulher havia buscado tratamento especializado e que os assassinatos ocorreram 19 dias após sua saída de um hospital psiquiátrico.

Durante os depoimentos, a Promotoria apresentou imagens do local e questionou Patrick sobre a falta de sangue nas paredes e na roupa de cama, visando contestar a narrativa de que Lindsay teria tentado suicídio. Em audiência anterior, a promotora Jennifer Sprague caracterizou os ferimentos de Lindsay como superficiais e indicou que a queda foi acidental, não um salto intencional.

Patrick também relatou que, uma semana após o crime, Lindsay afirmou ter ouvido “a voz de um homem” que a instruía a matar os filhos. Ele declarou que não conhecia a psicose pós-parto até então.