A Polícia Científica do Paraná utiliza técnicas especializadas para identificar vestígios ocultos de crimes. Um dos recursos utilizados é o luminol, um reagente químico capaz de revelar resquícios latentes de sangue, mesmo em ambientes que passaram por processos de limpeza. O luminol é considerado um teste presuntivo que pode ser feito tanto em local de crime como em laboratório.
O luminol ocorre quando o reagente entra em contato com o ferro presente na hemoglobina, componente do sangue, provocando uma luminescência azulada visível em ambientes com pouca luz. Devido à sua alta sensibilidade, o luminol consegue indicar a presença de sangue mesmo quando não há manchas aparentes, inclusive em superfícies que foram lavadas ou sofreram tentativas de ocultação.
Além de revelar vestígios invisíveis, o exame tem papel estratégico na triagem inicial dos locais periciados. Em ambientes amplos, como residências ou áreas externas, o teste permite delimitar regiões de interesse, orientando os peritos sobre onde realizar coletas mais detalhadas. Com isso, o trabalho se torna mais preciso e eficiente, direcionando os esforços para pontos com maior potencial probatório.
O resultado do exame do luminol pode ser determinante para reconstruir a dinâmica dos fatos e orientar os próximos passos da investigação, mesmo que a presença de luminol positivo não garanta a obtenção de um perfil genético. A presença de luminol positivo pode direcionar a investigação e confrontar informações apresentadas durante a investigação.