O presidente da República, Lula, demonstrou lealdade apenas a si mesmo ao SE afastar de Alexandre de Moraes, especialmente em um momento crítico relacionado ao Banco Master, que envolve amigos seus no STF. Em uma entrevista a um canal ligado ao PT, Lula sugeriu que Moraes SE impedisse de atuar em julgamentos que envolvem o caso, uma vez que a esposa do ministro foi contratada como advogada do Banco de Daniel Vorcaro.
Lula também comentou que, caso um membro do Supremo cometa desvio de conduta, a responsabilidade deve recair sobre ele, e não sobre o tribunal. Ele enfatizou que, ao assumir uma posição na Suprema Corte, é necessário um compromisso ético, afirmando que os ministros não devem priorizar a busca por riqueza.
Embora o presidente não tenha SE tornado ético por interesse genuíno, suas declarações parecem ter sido motivadas por interesses eleitorais. O que SE observa é que ações erradas podem ser impulsionadas por razões certas, e ações corretas podem ser motivadas por interesses escusos.
Lula criticou a relação de ministros do STF com indivíduos desclassificados, como Vorcaro, e defendeu a necessidade de integridade na função pública. A distância que ele estabeleceu em relação a Moraes levanta questões sobre o impacto dessa decisão nas próximas eleições e SE seu conselho ao ministro terá repercussões duradouras.
Com a revelação das falas de Lula, que mencionou que a esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões de um fraudador do sistema financeiro, a narrativa de que os ministros estariam defendendo o tribunal contra ataques golpistas foi desmentida. Em vez disso, o foco recai sobre a descoberta de possíveis atos de corrupção e lavagem de dinheiro associados ao caso.
A situação expõe as fragilidades do sistema e a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a ética entre os membros da Suprema Corte, especialmente em tempos de crescente desconfiança pública.