O presidente Lula (PT) sinalizou a aliados que pretende reenviar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) após a derrota no Senado Federal, onde a proposta foi rejeitada por 42 votos a 34 em 29 de abril. A rejeição levou ao rompimento de uma aliança entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), identificado como um dos responsáveis pela derrota.
Nos últimos dias, Lula manifestou a intenção de submeter novamente o nome de Messias ao Senado antes das eleições de outubro, apesar da incerteza sobre o resultado de uma possível segunda votação. O presidente ainda não estabeleceu um acordo com Alcolumbre sobre a indicação, e Aliados de Lula destacam que o envio dependerá de conversas com o Senado.
Um ponto crucial nesta situação foi a cerimônia de posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 12 de maio, onde Messias recebeu aplausos significativos. Para Lula, o reconhecimento recebido por Messias foi um sinal de respeito, embora Alcolumbre não tenha demonstrado apoio durante a cerimônia, gerando um clima de desconforto.
Antes da posse de Nunes Marques, Messias teve uma reunião com Lula, que foi a segunda desde a rejeição no Senado. Aliados do advogado-Geral da União indicam que Messias só aceitaria uma nova indicação se houvesse garantias de aprovação, visto que a primeira rejeição foi difícil de lidar. Messias entrou em férias em 13 de maio e deve retornar ao trabalho em 26 de maio.
Após a derrota, o advogado recebeu apoio de juristas, aliados do governo e líderes evangélicos, que ressaltaram suas qualidades técnicas para o cargo. A vaga no STF está disponível desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro de 2025.
A rejeição da indicação de Messias pelo Senado representa uma crise significativa para o governo, sendo a primeira vez em 132 anos que uma indicação para o STF é barrada, desde 1894. Bolsonaristas tentaram articular com Alcolumbre para impedir novas indicações de Lula até as eleições.