O presidente Lula classificou a regulamentação das big techs como uma prioridade ao participar da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, na Índia. Ele ressaltou que o controle dessas empresas deve ser multilateral para garantir a preservação de direitos digitais e reduzir as disparidades globais.
Lula afirmou que a governança da IA define quem se beneficia e quem é prejudicado pela tecnologia, além de alertar sobre riscos como disseminação de discursos de ódio e manipulação eleitoral. Segundo ele, conteúdos falsos gerados por inteligência artificial ameaçam a democracia, enquanto algoritmos representam estruturas de poder complexas no ambiente virtual.
Na ocasião, o presidente mencionou a discussão no Congresso brasileiro sobre um marco regulatório para IA e a proposta de uma política de incentivo a investimentos em centros de dados. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado em 2023, visa aprimorar serviços públicos e criar empregos.
Lula também citou a participação do Brasil no debate internacional, como a aprovação de uma declaração sobre IA na cúpula do Brics e diálogos com a China e o G7.