Neste sábado (19), durante uma agenda em Florianópolis, o presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT) e candidato à reeleição, fez uma declaração contundente sobre a relação do agronegócio com seu governo. Ele afirmou que o setor deveria "se ajoelhar" diante dos recursos que foram destinados ao agronegócio nos últimos anos.
Lula, ao discursar ao lado de Gelson Merísio, candidato ao governo de Santa Catarina pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), propôs que Merísio convoque representantes do agronegócio local para entender as razões pelas quais, segundo ele, o setor possui uma postura negativa em relação ao governo federal. O presidente questionou: "Por que eles [agro] não gostam de nós?".
O presidente sugeriu que a animosidade do agronegócio poderia estar relacionada a questões de origem, mencionando sua identidade como nordestino e as dificuldades que enfrentou ao longo da vida. Ele enfatizou que, se dependesse dos recursos do governo, o agronegócio deveria não apenas apoiá-lo, mas também demonstrar gratidão, já que, segundo ele, nunca houve tanto investimento na agricultura como atualmente.
A fala de Lula reflete a tentativa de fortalecer os laços com o agronegócio em um momento em que ele busca ampliar sua base de apoio no setor, que historicamente tem mostrado resistência ao seu governo. A interação com Gelson Merísio, um político local, pode ser vista como uma estratégia para estreitar relações com os produtores rurais de Santa Catarina.
A agenda do presidente Em Santa Catarina se insere em um contexto mais amplo de sua campanha, onde o diálogo com diferentes setores da sociedade é fundamental para garantir apoio em sua busca pela reeleição. Lula tem se esforçado para mostrar que seu governo tem sido benéfico para a agricultura, ao mesmo tempo em que enfrenta críticas e desconfianças de algumas partes do agronegócio.