Durante uma convenção nacional do PDT em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações contundentes sobre as eleições de 2026. Ele afirmou que está determinado a vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mesmo que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, decida apoiar seu oponente.
Lula enfatizou que a derrota não é uma opção para seu partido e fez uma provocação ao mencionar a gravidade da traição à pátria. "Nós não temos o direito de perder essas eleições. Neste país antigamente traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave. E temos hoje mais de um traidor que vai aos EUA pedir punição ao Brasil", declarou.
O presidente também convidou qualquer interessado a acompanhar as eleições no Brasil, incluindo Marco Rubio. "Estou convidando quem quiser vir acompanhar as eleições no Brasil, pode acompanhar. Se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quiser acompanhar e apoiar o nosso adversário, que venha, que monte um comitê, porque vamos derrotá-los", completou.
Esse foi o primeiro evento de Lula diretamente ligado ao pleito deste ano, demonstrando seu compromisso em mobilizar apoio e enfatizar sua posição contra Flávio Bolsonaro, que se apresenta como pré-candidato à Presidência.
As declarações de Lula marcam um momento significativo na corrida eleitoral, evidenciando não apenas a rivalidade política interna, mas também a influência que questões internacionais podem ter nas eleições brasileiras. A presença de figuras como Marco Rubio no cenário eleitoral é um aspecto que Lula parece querer usar a seu favor, ao mesmo tempo em que critica qualquer tipo de intervenção externa.
As eleições de 2026 prometem ser um campo de batalha acirrado, e as palavras de Lula refletem a tensão crescente entre os candidatos. Com o apoio de seu partido, o PT, e a mobilização de suas bases, Lula busca consolidar sua posição frente a Flávio Bolsonaro e outros adversários que possam surgir até o pleito.