O presidente Lula declarou em um discurso que impediu a entrada de Darren Battie, assessor do governo dos EUA, no Brasil até que o visto de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, seja liberado. Ele destacou que a esposa e a filha de dez anos do ministro também tiveram seus vistos revogados, afirmando que Padilha está sendo protegido.
O Ministério das Relações Exteriores revogou o visto de Battie devido a omissões e falseamentos sobre os motivos de sua visita ao Brasil. O Itamaraty considerou a visita como uma "indevida ingerência" e justificou a decisão com base em leis nacionais e internacionais.
O STF havia recebido um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que Battie pudesse visitá-lo no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. No entanto, Alexandre de Moraes negou a solicitação, reafirmando que a visita não estava de acordo com o que autorizava a concessão do visto.
Em uma reavaliação, Moraes permitiu que Battie visitasse Bolsonaro em datas específicas, mas ressaltou que ele só poderia receber visitas nas quartas-feiras e sábados. A defesa de Bolsonaro havia solicitado um encontro fora desses dias, o que não foi aceito por Moraes.