Durante a transmissão ao vivo, presidente afirmou que a Meta terá de ser “reinventada” para se “enquadrar nos bons costumes e boas maneiras” –
A live realizada na noite desta quinta-feira (22/10) pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações simultâneas.
A transmissão teve como objetivo mobilizar integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula” na reta final do segundo turno das eleições. O número considera as visualizações nos canais de YouTube do petista e do parlamentar.
A transmissão durou quase uma hora e 20 minutos e contou com a participação de artistas e personalidades conhecidas nacionalmente, como o cantor Jão, a atriz Marieta Severo, a influenciadora Nath Finanças, a atriz Camila Pitanga, o apresentador Serginho Groisman e a atriz Leandra Leal.
Sob a condução de Janones, o presidente conversou brevemente com cada um dos convidados.
Durante a live, Lula elogiou os integrantes do “Exército do Lula”, que já reúne mais de 8,6 milhões de seguidores.
“Eu quero cumprimentar todos os soldados que estão perfilados, armados com seus celulares, para começar nossa batalha. O nosso exército está numa luta para construir uma sociedade harmoniosa, amorosa, uma sociedade que constrói, e não destrói”, declarou Lula.
“Ninguém quer matar ninguém. A gente quer apenas derrotar e fazer com que nossos adversários entendam que nós somos melhores para o Brasil e para o povo brasileiro”, continuou o petista.
As orientações de Janones, único moderador do canal, têm contribuído para que o engajamento nas redes sociais do titular do Planalto quase triplique em relação ao do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O deputado publica no canal conteúdos favoráveis a Lula e orienta os seguidores a impulsionar hashtags e interagir com publicações contrárias a Flávio, sobretudo as relacionadas a polêmicas envolvendo o senador.
Na transmissão, Lula também comentou as suspeitas levantadas por sua campanha de que a Meta — dona do Facebook, do WhatsApp e do Instagram — estaria favorecendo Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral.
O presidente afirmou que a big tech terá de ser “reinventada” para se “enquadrar nos bons costumes e boas maneiras” e não pode acreditar que conseguirá enganar a humanidade “todo tempo”.
“A Meta vai ter que ser reinventada, porque ela não pode achar que ela pode enganar a humanidade todo tempo. Ela já enganou muito. Mas agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes e nas boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem”, afirmou Lula.
E completou: “Não é para o cara da Meta ficar rico explorando pobre, contando mentira, favorecendo aqui no Brasil algumas pessoas em detrimento da democracia. E isso a gente vai para o pau sim. E a gente vai provar agora, com o nosso exército sob o comando do general Janones, vai provar nesta eleição que a gente vai derrotar o império digital”.
A declaração ocorre em meio aos embates entre a campanha de Lula e a Meta. Na quarta-feira (21/10), o PT protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto favorecimento da plataforma.
A campanha petista aponta abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social e solicita que a investigação seja conduzida com tutela de urgência.
Em resposta, a Meta nega ter interferido no processo eleitoral ou favorecido qualquer candidatura e atribui os problemas relatados a falhas técnicas.
Lula também defendeu a regulamentação das plataformas digitais. Segundo o presidente, crimes cometidos nas redes sociais devem receber o mesmo tratamento que aqueles praticados fora do ambiente virtual.
“Ou a gente toma atitude muito séria e começa a discutir uma regulamentação sem censura de que qualquer crime na internet seja tratado como crime da vida real. As pessoas têm que ser punidas e isso não tem nada de fim de liberdade de expressão. Queremos liberdade de expressão com responsabilidade. Já fizemos a regulamentação, o ECA Digital, que é a melhor regulamentação já feita em qualquer país do mundo”, declarou o candidato à reeleição.
Com informações do Metrópoles.
RESUMO
Audiência e engajamento da live: A transmissão ao vivo realizada por Lula e André Janones ultrapassou 1,5 milhão de visualizações simultâneas no YouTube, contando com a participação de artistas e influenciadores para mobilizar os mais de 8,6 milhões de membros do grupo “Exército do Lula”.
Críticas e ação contra a Meta: Durante o evento, Lula acusou a Meta de favorecer seu adversário Flávio Bolsonaro, afirmando que a plataforma precisará ser “reinventada”, enquanto sua campanha protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no TSE por suposto abuso de poder econômico.
Defesa da regulamentação das redes: O candidato à reeleição defendeu a regulamentação das plataformas digitais, sustentando que crimes cometidos na internet devem ser punidos como na vida real, sem que isso signifique censura à liberdade de expressão.
Fonte:A Rede PG