O prefeito Vitali Klitschko anunciou um dia de luto na sexta-feira, 3 de agosto, em homenagem às vítimas do ataque. Imagens divulgadas mostram uma densa nuvem de fumaça após uma explosão que ocorreu no centro da cidade, seguida por um incêndio significativo. Bombeiros e ambulâncias chegaram rapidamente ao local, mas quase uma hora depois, uma nova explosão foi registrada nas proximidades, aumentando a tensão entre os moradores.
Diante do cenário, muitos habitantes de Kiev buscaram refúgio em bunkers e estações de metrô, levando colchões para se proteger. A médica Katerina Koval, que conversou com a agência de notícias AFP, expressou a sua preocupação com a situação atual, afirmando que havia mudado sua percepção sobre a necessidade de procurar abrigo após os recentes ataques a alvos civis.
O Ministério da Defesa da Rússia reconheceu a realização de um “ataque em larga escala” contra a capital ucraniana, afirmando que a ação era uma resposta a ataques terroristas atribuídos ao governo de Kiev contra infraestrutura civil. O comunicado do ministério mencionou alvos específicos, incluindo empresas do setor militar e instalações de energia, como parte da escalada dos bombardeios e ataques de drones que têm ocorrido nos últimos meses.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ressaltou a intenção da Rússia de intensificar a pressão sobre o governo de Kiev para cumprir os objetivos estabelecidos. Essas declarações surgiram em meio a um apelo do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, que pediu aos aliados que não adiassem as decisões sobre o fortalecimento da defesa aérea ucraniana.
Além disso, Mykola Kalashnyk, um funcionário da administração militar da região de Kiev, informou que o inimigo havia lançado um ataque maciço durante a noite, utilizando drones de ataque, mísseis balísticos e de cruzeiro. Ele destacou que cinco distritos da capital foram atingidos. O prefeito Klitschko também relatou que um prédio no centro da cidade, que abrigava um estacionamento de ambulâncias, foi danificado, resultando em ferimentos em cinco profissionais de saúde, com um paramédico em estado crítico.
A situação em Kiev se agrava, refletindo a continuidade dos ataques russos, que têm se tornado cada vez mais frequentes ao longo dos mais de quatro anos de conflito. Um mês antes, em 2 de junho, um ataque com 656 drones e 73 mísseis resultou em 23 mortes, sendo 16 em Dnipro e sete em Kiev, além de quase 50 feridos na capital.