O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) decidiu pela irregularidade da pesquisa RN-03580/2026, realizada pela PNH/Affare e contratada pela RN Negócios Editora Ltda. A sanção imposta pela Justiça Eleitoral foi de R$ 58.205,00, um valor R$ 5 mil acima do mínimo legal.
A investigação do TRE-RN revelou manipulação significativa nos dados da pesquisa, que alterou o perfil de renda dos eleitores entrevistados. Enquanto o plano registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previa que 73,9% dos participantes seriam da faixa de menor renda (até um salário mínimo), a pesquisa limitou este grupo a apenas 28,0%, excluindo 689 eleitores de menor poder aquisitivo. Para compensar essa exclusão, a participação dos eleitores mais ricos, com renda superior a cinco salários mínimos, aumentou de 4,0% para 24,3%. Além disso, 10,7% das respostas foram categorizadas como “não sabe/não respondeu”, uma categoria que não estava prevista inicialmente.
Esta não é a primeira vez que a PNH/Affare enfrenta sanções por irregularidades. Esta nova decisão se soma a outras ações do TRE-RN, que desde abril já havia invalidado seis pesquisas estaduais que apontavam Álvaro Dias como líder nas intenções de voto. Os levantamentos foram alvo de multas e suspensões devido a indícios de manipulação.
A situação levanta questões sobre a integridade das pesquisas eleitorais e o impacto que essas irregularidades podem ter nas eleições. Com a anulação de mais uma pesquisa, o total de levantamentos barrados chega a sete, o que indica um padrão de desvio nas metodologias utilizadas por essa empresa.
Os processos envolvendo a PNH/Affare e suas pesquisas têm sido monitorados de perto, visto que afetam a percepção pública e a dinâmica da corrida eleitoral. O TRE-RN continua a fortalecer suas medidas de fiscalização para garantir a transparência e a precisão das informações que chegam ao eleitorado, especialmente em um ano eleitoral crucial.