O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) elucide supostas falhas no monitoramento eletrônico da cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como Débora Batom. O despacho estabelece um prazo de cinco dias para que a secretaria informe se houve erro operacional ou descumprimento da medida cautelar.
Caso se identifique um erro, Moraes determina que sejam tomadas as providências necessárias para corrigir a irregularidade. O Núcleo de Monitoramento de Pessoas também deverá apresentar informações detalhadas sobre o acompanhamento realizado.
A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou o recebimento da solicitação e comprometeu-se a responder dentro do prazo estipulado. Em maio, a defesa de Débora argumentou que os registros de ausência de sinal de GPS não indicam tentativa de fuga ou descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por sua suposta participação em um golpe de Estado, após ter escrito com batom em uma estátua durante os tumultos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Atualmente, ela cumpre pena em regime domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica, depois que a prisão preventiva foi substituída em março de 2025. As informações foram divulgadas por fontes diversas.