Justiça determina ações da Copel para solucionar problemas de energia em Paraíso do Norte

A Vara Cível de Paraíso do Norte impôs à Copel a obrigação de apresentar um plano de modernização da rede elétrica após falhas constantes no fornecimento de energia. O MPPR busca também indenização por danos morais coletivos.
Foto: Logo Tarobá - Branco
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A Vara Cível de Paraíso do Norte emitiu uma decisão que obriga a Copel a implementar medidas urgentes para assegurar a continuidade do fornecimento de energia elétrica na região. Essa determinação surgiu em resposta a uma ação movida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que registrou uma série de falhas no serviço prestado à população local. A concessionária terá um prazo de 180 dias para apresentar um planejamento detalhado de modernização da infraestrutura elétrica, incluindo cronogramas para as obras necessárias.

A iniciativa judicial teve início após a Promotoria de Justiça tentar resolver a situação por meio de canais administrativos, sem sucesso. A promotora Bruna Britto Martins esclareceu que a investigação foi motivada pela necessidade de “apurar quedas e oscilações frequentes de energia na cidade”. Ela enfatizou que a ação visa proteger os cidadãos de serviços inadequados, um problema que persiste desde o ano anterior.

Durante a coleta de informações para o inquérito, o MPPR consultou órgãos de defesa do consumidor e organizou uma audiência pública para avaliar a extensão do problema. No evento, os moradores expressaram preocupações sobre os prejuízos materiais, os impactos em serviços essenciais e os transtornos nas atividades cotidianas e econômicas causados pela falta de energia. Bruna Britto Martins destacou que os relatos demonstraram como a interrupção no fornecimento de luz afetou o funcionamento de hospitais e comprometeu as vendas do comércio local.

Além das exigências de reformas na rede elétrica, o Ministério Público também busca que a Copel seja responsabilizada financeiramente pelos danos causados à comunidade. De acordo com a promotora, o MP solicita uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões, além de uma compensação mínima de R$ 2 mil para cada consumidor afetado. Esse montante serve como referência, permitindo que os moradores busquem valores maiores em ações particulares relacionadas a danos em eletrodomésticos.

Foi solicitado um posicionamento oficial da Copel sobre a situação, mas até o momento não houve retorno por parte da empresa.