Jovens brasileiros têm optado cada vez mais por não aderir ao carnaval, uma escolha que reflete um sentimento chamado JOMO (Joy of Missing Out, ou alegria de ficar de fora). A prática contrasta com o FOMO (medo de ficar de fora), que antes gerava ansiedade em quem não participava dos eventos, agora substituído por um alívio ao não precisar acompanhar o ritmo intenso da festa.
Cerca de metade dos brasileiros planeja ficar em casa durante o carnaval, segundo dados divulgados recentemente. Entre jovens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), 47,8% afirmam não se identificar culturalmente com o período, justificando a decisão por aversão à música e à multidão ou por não se considerar parte da tradição.
A professora de marketing e comportamento ressalta que o JOMO deixou de ser um comportamento virtual e passou a influenciar escolhas reais, especialmente em datas com forte pressão social. A opção por não participar durante o carnaval é vista como uma forma de preservar energia e tempo de maneira mais livre, sem o compromisso de estar presente em blocos e comemorações.
O excesso de estímulos nas redes sociais também contribui para o afastamento, segundo especialistas. Além da necessidade de registrar tudo, o desejo de mostrar uma imagem de felicidade constante e de não passar despercebido em festas vem cansando o público, incentivando a busca por momentos mais calmos durante o feriado.