Joaquim Barbosa é anunciado como pré-candidato à Presidência pelo DC

O ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, foi oficialmente lançado como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 pelo Democracia Cristã (DC), em substituição ao ex-deputado Aldo Rebelo. A decisão gerou polêmica interna na legenda.
joaquim-barbosa-candidato-a-presidencia

No último sábado, dia 16, o Democracia Cristã (DC) confirmou a pré-candidatura de Joaquim Benedito Barbosa Gomes à Presidência da República, visando as eleições de 2026. Aos 71 anos, Barbosa assume a posição de pré-candidato da legenda, sucedendo o ex-deputado Aldo Rebelo, que até então era o nome escolhido para a disputa.

O anúncio foi feito por meio de uma nota oficial, assinada pelo presidente nacional do DC, João Caldas. No comunicado, a legenda destacou que Joaquim Barbosa representa a possibilidade de união nacional e a reconstrução da confiança da população nas instituições.

No entanto, a escolha de Barbosa provocou uma crise interna no partido. Após a divulgação da decisão, Aldo Rebelo expressou sua insatisfação nas redes sociais, classificando a seleção do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal como uma “afronta” aos princípios políticos que ele defende. Rebelo também se referiu à movimentação como um “balão de ensaio” e deixou claro que não pretende desistir da corrida presidencial.

Em suas declarações, Aldo Rebelo enfatizou que candidaturas são projetos coletivos e não devem ser dominadas por grupos ou interesses específicos. Ele reiterou sua intenção de conduzir um projeto voltado para a união e o desenvolvimento do Brasil, baseado em sua trajetória pessoal.

A Trajetória de Joaquim Barbosa ganhou destaque principalmente durante o julgamento do Mensalão, um marco em sua carreira. Natural de Paracatu, Minas Gerais, ele nasceu em 7 de outubro de 1954 e construiu uma sólida carreira no serviço público antes de integrar o STF. Formado em Direito pela Universidade de Brasília, Barbosa trabalhou no Ministério das Relações Exteriores entre 1976 e 1979, onde atuou na Embaixada do Brasil em Helsinque.

Após essa experiência, ele se tornou procurador da República, cargo que ocupou por mais de duas décadas, e também exerceu a função de professor universitário na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.