Jair Bolsonaro (PL) retorna ao centro do debate político exatamente um ano após sua última publicação em redes sociais, que ocorreu em 17 de julho de 2022. Naquele momento, uma proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), entrava em vigor. O último post de Bolsonaro, que tinha um tom manifesto e mencionava o ex-presidente americano Donald Trump, traz à tona questões que ainda reverberam no cenário atual.
No vídeo de julho de 2022, o ex-presidente relatava uma aproximação com Trump e se posicionava como vítima de perseguições políticas. Ele afirmou que o republicano expressou descontentamento com um julgamento que ocorria no Brasil e que, em resposta, impôs tarifas comerciais ao país.
Passados doze meses, mesmo sem atividade nas redes sociais, Bolsonaro se torna novamente o foco de polêmica. O ex-chefe do Executivo lançou um manuscrito em apoio ao projeto eleitoral de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os advogados do ex-presidente alegam que o documento, denominado "carta aos brasileiros", tinha um caráter privado e não deveria ter sido divulgado. Contudo, o senador Flávio publicou a carta em suas redes sociais.
O marco do aniversário da proibição se alinha com uma nova medida comercial dos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre uma lista de produtos exportados pelo Brasil. Em resposta, o Planalto demonstra disposição para negociar, mas não descarta a possibilidade de retaliações semelhantes.
Essa série de eventos reacende a discussão sobre a influência de Jair Bolsonaro no cenário político brasileiro, especialmente com as eleições se aproximando e o papel de sua família se destacando nas articulações eleitorais. Com a carta e as tarifas, o ex-presidente busca reafirmar sua presença no debate, mesmo após um ano de silêncio nas plataformas digitais.