Hugo Gabriel Moll foi morto a tiros por engano dentro de uma barbearia –
A Justiça expediu um alvará de soltura em favor de um dos investigados no homicídio de Hugo Gabriel Moll, morto a tiros dentro de uma barbearia em Ponta Grossa, em 19 de junho de 2026. A informação foi divulgada pela defesa do investigado, representada pelo advogado Dr. Piero Mocelim.
Segundo a nota da defesa, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) não teria requerido a conversão da prisão temporária em preventiva. Com o encerramento do prazo da medida, o Juízo determinou a liberdade do investigado.
Em vídeo publicado neste fim de semana, o advogado afirmou que a defesa sustenta, desde o início, que o cliente não participou do crime. “O que a Defesa sustenta nesse momento é que, infelizmente, o nosso constituinte foi preso de forma indevida, sem qualquer participação material ou intelectual no crime”, declarou Mocelim.
Ainda de acordo com o advogado, a defesa realizou diligências durante o período da investigação e afirma ter apresentado elementos que, na avaliação dos representantes do investigado, demonstrariam sua ausência de participação no homicídio. “Após um trabalho incessante, conseguimos demonstrar a verdade nesse autos de inquérito policial”, afirmou.
VÍDEO
Confira a declaração do advogado Dr. Piero Mocelim | Autor: Divulgação.
RELEMBRE O CRIME
O crime ocorreu por volta das 16h15, em uma barbearia localizada na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará. Segundo a investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o autor dos disparos entrou no estabelecimento usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura e efetuou tiros de pistola calibre 9 mm.
Hugo foi atingido na região da cabeça enquanto estava na cadeira de corte e morreu no local. O proprietário da barbearia, João Victor Pereira, também foi baleado, atingido no tórax, mas sobreviveu.
Conforme a linha investigativa apresentada pela PCPR, as vítimas teriam sido atingidas por engano. O delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, informou que o verdadeiro alvo seria um terceiro indivíduo, apontado como envolvido com o tráfico de drogas, que teria deixado o estabelecimento cerca de dez segundos antes da chegada de Hugo.
A investigação também apontou que o disparo contra o proprietário da barbearia teria ocorrido em uma aparente tentativa de eliminar testemunhas.
Fonte:A Rede PG